NÃO ME LEMBRO O NOME, mas não quer dizer que foi menos importante. talvez pelo lugar tenha tentado esquecer os motivos que lá foi, ou demonstrou o quão baixo fui numa escala de 0 a 10, talvez. Nessa talvez tenha sido 1 ou no máximo 2, pendendo para o negativo.
Não quero desmerecer a pessoa, mas foi na casa ao lado da que encontrei Karla, na Lapa. A fachada era igual, a diferença era o bordô intenso, naquelas casas tradicionais de meio lote em São Paulo, do período em que o bairro tinha cara de vila operária. Apertei a campainha umas duas horas da tarde e supostamente assustei um balzaquiano masculino que atendia a porta. Perguntei até se estava em atividade a casa. Ao entrar, notei a decadência do lugar. Talvez tenha sido o prostíbulo de alguém que estava agora meio zuado, sei lá, mas a casa era bem acabada e tinha em um canto do que seria a sala um bar que nada mais era que uma tábua com whisky barato em cima como prateleira e do outro dois sofás velhos que se encontravam uma gorda com vestido de enfermeira, maquiagem carregada e com seus já 40 anos, ou pelo menos aparentando. Me cumprimentou e me disse que o preço era de trinta reais, qualquer uma. Esperei. E nesse momento em que observava e julgava onde estava queria me levantar, mas vieram mais moças ou quase moças. Uma delas me chamou a atenção. Era nem negra nem morena, cabelo chapinha pintado de loiro e grandes olhos cobertos por óculos. Vestia um vestido menor que seu quadril grande, que salientava tanto o tamanho de suas nádegas como o diminuto tamanho de seus seios em contradição. Foi com ela que decidi subir, antes que fosse embora.
Riu da minha predisposição em perguntar se "poderíamos subir", o que virou piada com as outras também. Não me importei. No quarto, um colchão sem lençol que denotava ser de espuma por também não ter forro, num quarto velho e com pintura descascada. Como a janela não abria, pediu que fôssemos para o outro quarto, já firmando o contrato enquanto trocávamos. Entrei no outro e aguardei e me senti menos a vontade.
Era sem luz, com a janela entreaberta para dar uma luminosidade, e ao invés de um colchão de espuma sem lençol, esse tinha um, roto e não sujo ao menos. Escutava-se do quintal a garoa fina que caía naquela tarde e algumas pessoas do lado de fora conversando um não sei o que, abafado pelos meus pensamentos quanto ao forro do quarto ter cupim e algumas aberturas no teto. O cheiro era um pouco mofado, mas não fedia.
Com minha musa de volta, com seu rosto angelical e corpo em cima da corpulência de seus quadris, me sorriu um sorriso pueril e sugeriu nos despirmos. Visto minha posição sem graça, despiu-se ficando sói de calcinha, à espera na "cama-box" ao que iria fazer. Me despi e juntei-me a ela, que começou a acariciar meu pau após colocar a camisinha e chupá-lo. Ficou de pernas abertas à minha espera e confesso que queria muito come-la. Sua vagina condizia com seu rosto em contraposição a suas grande nádegas.
Penetrá-la foi doce. Senti a intumescência de sua vagina, que parte seria natural parte talvez da camisinha e sem olhar para seu rosto, virado para a janela aberta para não confrontar o meu, aproximei de seu pescoço e senti o cheiro adocicado de seu perfume. O que mais me espantou foi que nesse momento, ela começou a beijar meu pescoço, recém barbeado e de banho, o que devolvi da mesma forma.
Pedi que ficasse de costas, e pude sentir suas nádegas macias e sua pele sedosa no meu colo; suas pernas eram lisas, diáfanas em contraste com seu rosto angelical. Penetrei puxando seus grande quadris contra meu corpo, enquanto a mesma rebolava ao encontro de meu gozo.
Gozei. Bem. Senti mesmo prazer naquela flor envolta do lixo. de volta a mecanicidade, retirou a camisinha de meu pênis e nos trocamos. Descemos, sem dar uma palavra, além de um beijo doce no rosto que recebi e um "obrigada", que me pôs as nuvens ao encontrar tanta delicadeza envolta a tanta podridão.

